– Em declaração feita durante o Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a tensão nas relações entre o Brasil e Israel não é com o Estado israelense, mas sim com o governo de Benjamin Netanyahu. A fala ocorre logo após o anúncio do cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.
“O Brasil não tem problema com Israel. O Brasil tem problema é com Netanyahu. A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre o Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa.”
Contexto e repercussão
A declaração de Lula ocorre em meio a um momento delicado no Oriente Médio: o cessar-fogo anunciado entre Israel e o Hamas suscitou esperanças, mas também cautela. O presidente classificou o novo acordo como um “começo muito promissor”.
Historicamente, o Brasil manteve laços diplomáticos e culturais com Israel, mas os últimos meses foram marcados por rupturas intensas. Em 2024, Lula já havia usado termos fortes ao criticar ações israelenses em Gaza, chegando a comparar o conflito ao Holocausto — o que gerou reações contundentes de autoridades israelenses.
Atualmente, as relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão em nível reduzido: o governo brasileiro não concedeu “agrément” ao novo embaixador israelense, o que gerou rebaixamento formal nas relações.
O que está em jogo
- Se Netanyahu deixar o poder, Lula sugeriu que o Brasil poderá restaurar uma relação mais amistosa com Israel.
- A fala também busca destacar que o país não quer rompimento com a população israelense ou com o Estado, mas condena decisões políticas específicas do governo atual.
- A expectativa agora recai sobre como Israel reagirá politicamente a esse posicionamento e se haverá reconciliação diplomática nos meses seguintes.










