Ação visa acompanhar surtos de envenenamento por bebidas adulteradas e coordenar medidas emergenciais com estados e municípios
O Ministério da Saúde anunciou a criação de uma sala de situação nacional para monitorar os casos de intoxicação e morte causados por metanol no país. A medida foi tomada após o aumento recente de registros em diferentes estados, com suspeitas de envenenamento por bebidas alcoólicas adulteradas.
Segundo a pasta, o objetivo é reforçar a vigilância epidemiológica, identificar rapidamente novos surtos e integrar informações vindas de hospitais, laboratórios e secretarias estaduais de saúde. A sala de situação funcionará em regime de alerta, com acompanhamento diário das notificações.
“A prioridade é evitar novas mortes e garantir uma resposta rápida, em parceria com as autoridades locais de vigilância sanitária”, informou o Ministério da Saúde em nota oficial.
⚠️ Casos em diferentes regiões
Nos últimos meses, estados como São Paulo, Goiás, Ceará e Minas Gerais notificaram episódios de intoxicação coletiva após o consumo de bebidas supostamente adulteradas. Em alguns casos, análises laboratoriais confirmaram a presença de metanol, substância altamente tóxica e proibida em produtos para consumo humano.
A ingestão de metanol pode causar cegueira, insuficiência renal, coma e até morte, dependendo da quantidade consumida.
💬 Recomendações à população
O Ministério orienta que a população compre bebidas apenas de estabelecimentos regulares, com lacres originais e selos fiscais visíveis. Em caso de suspeita, o produto deve ser encaminhado à Vigilância Sanitária local.
Além disso, profissionais de saúde estão sendo orientados a notificar imediatamente casos suspeitos de intoxicação para facilitar a identificação de possíveis surtos.
“Estamos trabalhando em conjunto com os estados e a Anvisa para rastrear a origem dos produtos e retirar o material contaminado do mercado o quanto antes”, reforçou o ministério.
🧩 Entenda o metanol
O metanol é um tipo de álcool utilizado em combustíveis, solventes e produtos industriais. Sua ingestão é extremamente perigosa, e até pequenas quantidades podem causar danos neurológicos graves.










