O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a inflação subjacente (ou básica) no Brasil permanece elevada — ou seja, os preços “por trás” dos efeitos mais voláteis (como alimentos ou energia) mantêm pressão.
Ele ressaltou que o Banco Central está atuando com postura restritiva (juros elevados) para reancorar expectativas e convergir para a meta de 3 % ao ano.
Alguns pontos adicionais de interesse:
- A inflação oficial (IPCA) acumulada em 12 meses está na casa de 5,1-5,2 % — muito acima da meta central.
- O governo, apesar de críticas pontuais ao custo elevado dos juros, reafirma o respeito à autonomia do BC, dizendo que não interferirá nas decisões técnicas.
- Haddad também aproveitou para defender que o governo usará a política fiscal (“contas públicas”) para garantir justiça social e equilíbrio, sem depender exclusivamente do BC.
Contexto adicional:
O Banco Central revisou para 4,8 % sua projeção de inflação para 2025 (ligeiramente abaixo da estimativa anterior). Para 2026, espera-se algo em torno de 3,6 %.
Mesmo assim, os membros do BC alertam que as expectativas de inflação (do mercado) seguem desancoradas acima da meta, o que causa desconforto e exige cautela.










