Pesquisa analisou dados entre 2010 e 2019 e mostrou que piores índices de qualidade do ar elevam os riscos de doenças cardíacas
Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros analisou dados de internações hospitalares por doenças cardiovasculares em São Paulo entre 2010 e 2019, e encontrou associações significativas entre poluentes atmosféricos e o aumento dos casos.
Segundo o levantamento, partículas finas (PM2,5), dióxido de enxofre (SO₂) e ozônio (O₃) estão entre os principais agentes relacionados ao agravamento de doenças coronarianas, arritmias e insuficiência cardíaca.
“Os resultados reforçam que a má qualidade do ar é um fator de risco silencioso, com impacto direto na saúde pública”, afirmam os autores do estudo.
A pesquisa alerta que os efeitos da poluição são cumulativos e destacam a necessidade de políticas urbanas e ambientais mais rigorosas, sobretudo em grandes centros urbanos.










