Em Porto Alegre, o Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu o proprietário de uma imobiliária acusado de desviar valores de diversos condomínios da capital gaúcha. O síndico de um dos empreendimentos afirma que foi abordado com proposta de suborno — “tentou me subornar”, denunciou o representante do condomínio.
A investigação, conduzida pela 8ª Delegacia de Porto Alegre, revela que a empresa responsável pela administração de residenciais nos bairros Petrópolis, Higienópolis, Jardim do Salso e Santana operava recolhendo as receitas condominiais, mas não quitava contas essenciais como água, luz, gás e seguro dos edifícios.
O valor estimado do desvio superaria os R$ 4 milhões, segundo os levantamentos iniciais. Em um dos casos, o débito de água chegou a cerca de R$ 54.000. A Polícia também investiga uso de empresas-fachada para lavar dinheiro e prestação de serviços fictícios.
Durante depoimento, o acusado admitiu atrasos, mas alegou dificuldades financeiras e afirmou estar “tentando regularizar” os débitos. Entretanto, o síndico afirma que, além de não pagar as despesas básicas, o réu o teria abordado com apelos para deixar “cair no esquecimento” o caso, o que motivou a reivindicação formal.
Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de bloqueio de bens da empresa e do empresário. A investigação prossegue para identificar todos os complexos residenciais afetados e apurar se o esquema se estendia para além dos bairros inicialmente citados.









