Em 15 de outubro de 2025, o Senado do Uruguai aprovou o projeto de lei conhecido como “Morte Digna”, que descriminaliza a eutanásia. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em agosto, por 64 votos favoráveis e 29 contrários, e agora aguarda a sanção do presidente para entrar em vigor.
A lei permite que adultos mentalmente capazes, que sofrem de doenças incuráveis e enfrentam sofrimento intolerável, solicitem voluntariamente a eutanásia. O pedido deverá ser formalizado por escrito e analisado por médicos. Caso haja discordância entre profissionais, uma junta médica poderá resolver o impasse.
Com essa aprovação, o Uruguai se torna o primeiro país da América Latina de maioria católica a legalizar a eutanásia por meio de legislação formal — diferentemente da Colômbia e do Equador, onde a prática foi liberada via decisões judiciais.
A tramitação da proposta enfrentou debates intensos sobre ética, autonomia do paciente e a responsabilidade médica. Para muitos defensores, trata-se de ampliar o direito à decisão sobre o fim da vida. Para críticos, a lei exige salvaguardas rigorosas para evitar abusos e proteger pacientes vulneráveis.









