Cientistas explicam como sentimentos ruins adoecem o corpo e aceleram problemas de saúde

Cientistas explicam como sentimentos ruins “adoecem” o corpo e aceleram problemas de saúde

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Um estudo divulgado pelo National Institutes of Health (NIH) traz novas respostas sobre um tema que muita gente sente na pele, mas poucos entendem: como emoções negativas podem literalmente adoecer o corpo. De acordo com os cientistas, sentimentos como estresse constante, raiva acumulada, tristeza profunda e ansiedade não afetam apenas a mente — eles provocam reações biológicas reais, influenciando órgãos, hormônios e o sistema imunológico.

A pesquisa analisou como o cérebro reage quando a pessoa vive sob carga emocional intensa. “O corpo interpreta emoções negativas persistentes como se fosse um ataque real”, explicam os autores. Isso ativa mecanismos de sobrevivência, aumenta hormônios como o cortisol e deixa o organismo em estado de alerta contínuo.

O que acontece no corpo quando sentimos emoções negativas?

Os pesquisadores descobriram que o estresse prolongado e a ansiedade elevam substâncias inflamatórias no sangue, como a proteína C-reativa (PCR) e diferentes tipos de citocinas. Esses marcadores inflamatórios são associados a doenças que vão de problemas cardiovasculares até distúrbios metabólicos.

Além disso, regiões do cérebro como a amígdala — responsável pelo medo — e o córtex pré-frontal — ligado ao raciocínio e ao controle emocional — têm sua atividade alterada. De acordo com o estudo, isso pode prejudicar a concentração, afetar a memória e dificultar a tomada de decisões.

Inflamação silenciosa: o elo entre emoção e doença

A pesquisa mostra que emoções negativas constantes alimentam um ciclo perigoso de inflamação no corpo, aumentando o risco de quadros como:

  • Hipertensão e doenças cardíacas
  • Ansiedade e depressão
  • Diabetes e obesidade
  • Insônia e distúrbios do sono
  • Doenças autoimunes

“Quando a inflamação aumenta e permanece elevada, o corpo perde a capacidade de se recuperar. Isso cria terreno fértil para várias doenças”, destacam os pesquisadores.

O lado bom: emoções positivas também modificam o corpo

O estudo revela ainda que não são apenas os sentimentos ruins que têm força. Emoções positivas — como esperança, alegria, amor e gratidão — também modificam a química do corpo para melhor.

Essas emoções ativam áreas cerebrais relacionadas ao prazer e reduzem a produção de hormônios ligados ao estresse. Os cientistas apontam que práticas simples podem gerar impactos reais na saúde:

  • Exercícios de respiração
  • Meditação e oração
  • Contatos sociais saudáveis
  • Atividades relaxantes
  • Exposição ao sol e caminhadas

Segundo o estudo, mesmo pequenas mudanças diárias são capazes de reduzir inflamação e melhorar a resposta imunológica.

O que isso muda na vida prática?

Os autores destacam que, no mundo atual, falar sobre saúde emocional não é mais opcional — é essencial. Eles alertam que cuidar das emoções deve ser entendido como parte do cuidado geral com o corpo, assim como alimentação, hidratação e atividade física.

“Emoções não são apenas sensações psicológicas. Elas desencadeiam reações biológicas profundas. Por isso, negligenciar a saúde emocional é abrir espaço para problemas que poderiam ser evitados”, diz o estudo.

Referências científicas

Estudo original publicado pelo National Center for Biotechnology Information (NCBI):
Neuroscience of Emotion: Stress, Inflammation and Mental Health

Fonte científica:
NIH – National Institutes of Health
U.S. National Library of Medicine

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